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Feira Nacional do Toiro
volta a Santarém
― 13 a 15 Fevereiro´2004 ―
A maior concentração ibérica de Criadores de Toiros e Cavalos jamais conseguida na Península – mais de 60, e um recorde de mais de 45 horas de espectáculos consagrados aos temas do Toiro e do Cavalo, designadamente o espectáculo «Maiorais -Sonhos de Luzes e Sombras em Campos Ganadeiros», que está a ser produzido especialmente para a Feira Nacional do Toiro em estreita colaboração com a Feira Mundial do Toiro de Sevilha, assinalam a 2ª edição de um dos grandes acontecimentos nacionais a dominar o ano de 2004.
O mês de Fevereiro marca, desta forma, o regresso do certame consagrado ao Toiro Bravo e ao Meio Rural, a Santarém, região que encerra parte significativa da cultura taurina em Portugal. Entre dias 13 e 15, nomes consagrados do mundo taurino ibérico e do mundo equestre nacional assegurarão os pontos altos do megaprograma do certame, que se estenderá, este ano, às duas naves do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas de Santarém (CNEMA).
Assim, uma Praça de Toiros com uma capacidade para dois mil lugares, e um Picadeiro, serão os dois palcos do megaprograma de espectáculos marcado para cada uma duas naves do CNEMA, que já asseguram nomes de topo da tauromaquia mundial como os de Ribeiro Telles, José Samuel Lupi, Paulo Caetano, Joaquim Bastinhas, Emídio Pinto, João Salgueiro, Victor Ribeiro, Ana Baptista, José M. Duarte, Victor Mendes, Cristina Sánchez, Joaquín Díaz, José L. Gonçalves, Luís Vital Procuna, José Luis Moreno, Jairo Miguel, Tomás Campuzano e Ruiz Miguel. Ou ainda nomes, como os de Filipe Canelas Pinto, Campeão Nacional de Dressage, Felix Brasseur, Campeão Mundial de Atrelagens, e as participações da Escola Portuguesa de Arte Equestre e Escola de Equitação Tradicional Portuguesa.
Para o crítico taurino, Francisco Morgado «trata-se da maior concentração na Península Ibérica, de todos os agentes ligados ao mundo do toiro, o que coloca definitivamente a cidade de Santarém e a província do Ribatejo na rota dos grandes acontecimentos do género». Também salienta que «a par da exposição dos stands, a parte didáctica da feira, com os seus colóquios e demonstrações práticas na sua praça de toiros, abre ao grande público aspectos culturais e tradicionais que são muito relevantes para um melhor entendimento da criação do toiro bravo.»
Para Vítor Mendes também «A 2ª edição da Feira Nacional do Touro vai, seguramente, reafirmar o extraordinário êxito da primeira. O impacte que, sem dúvida, virá a ter a nível da região é importantíssimo pois colocará Santarém como referência no panorama taurino nacional e internacional», e sublinha ainda que «a nível da Península Ibérica é essencial pois projecta-se no sentido global da festa, já que o certame irá contar com a presença de outros países como Espanha e França ».
Quanto a Paulo Caetano, «será, uma vez mais, um acontecimento tauromáquico de relevo, impar na história e na vida de todos aqueles que sentem paixão pelo toureio».
Com a presença de mais duas centenas de expositores nacionais e espanhóis, entre expositores institucionais e comerciais, e os dedicados à gastronomia, artesanato, pintura, escultura e fotografia de Portugal e Espanha, numa área coberta de 20.000 metros quadrados, o evento regista seguramente um crescimento impressionante. Talvez por isso não seja de estranhar que a sua Comissão Executiva conte com mais de 50 mil visitantes nos três dias da feira.
O evento com o lema de «O Campo vem à Cidade» é de inspiração de um grupo de homens da região de Santarém, entre aficcionados e ganadeiros, Pedro Torres, Carlos Empis e Joaquim Grave, conta com o apoio do CNEMA e da Câmara Municipal de Santarém, e conta ainda com uma carteira de investimentos superior a 300 mil Euros.
Feira Nacional do Toiro
«O Campo vem à Cidade»
Ruralidade, Tradição, Campo. São estes os estandartes do certame, destinado a salvaguardar e valorizar o património vivo do Toiro Bravo e tema e produtos a ele associados. Talvez por isso o Campo tenha sido transportado para dentro de uma das naves do CNEMA, e reúna nomes de cavalos, velhas glórias do toureio, numa iniciativa a todos os títulos inédita, o caso de Cagancho, Isco, Zeus e Damasco; ou nos Claustros do CNEMA se possa observar toiros sementais famosos das ganadarias emblemáticas de Juan Pedro Domecq, Joaquim Grave e Fernando Palha.
Talvez por isso também duas centenas de árvores de espécies mediterrânicas, entre oliveiras, sobreiros, eucaliptos, pinheiros, laranjeiras e vinhas, sejam a base da decoração das duas naves do CNEMA. Tudo para ajudar à criação do habitat natural do Toiro e do Cavalo.
Para Pedro Torres o objectivo é claro, «assegurar que os visitantes se sintam transportados para o ambiente dos campos onde vivem os toiros bravos».
Frisa ainda que «a Feira Nacional do Toiro, a par de ser a consolidação de uma feira reconhecida, entre as várias que são realizadas no CNEMA, em Santarém, é ainda crucial para um sector que deveria ser reconhecido como Património Nacional. Sector que vê, pela primeira vez, através deste certame, reflectida a afirmação da sua importância significativa, quer cultural quer turística, para o País.»
Também talvez por isso se registe um aumento significativo de presenças de Associações e Organismos ligados ao mundo do Toiro. O caso das associações portuguesas e espanholas, Associação do Cavalo Puro Sangue Lusitano, Unión de Criadores de Toros de Lidia, Associação Portuguesa dos Criadores de Toiros de Lide e Ganaderos de Lidia Unidos, e o caso ainda da participação do Museu Manuel dos Santos, Museu João Núncio, e Museu Ricardo Rhodes Sérgio, Museu Juan Barco e Museu da Praça de Toiros Las Ventas em Madrid.
E talvez, por isso mesmo, uma grande parte dos clubes e tertúlias nacionais, as melhores livrarias temáticas e revistas da especialidade e comércio relacionado com o mundo rural, a par do Artesanato, também constem deste novo Salão profissional do país.
Ou, por último, também por isso, se tivessem alargado as zonas reservadas à exposição, e em alguns casos, à venda directa de produtos nas áreas da Pintura, Escultura - maioritariamente em bronze, e Fotografia, que incluem trabalhos assinados por artistas de renome nacional e internacional. Um evento que destaca, nesta área, uma exposição de pintura de Simão da Veiga e de fotografia, de Carlos Relvas.
2ª edição de Feira Nacional do Toiro
lança Megaprograma 2004
Envolvendo o trabalho diário de cerca de 300 pessoas, o Megaprograma da 2ª Edição da Feira Nacional do Toiro conta com uma variedade de destaques.
No Picadeiro, evoluirão espectáculos equestres com o espectáculo temático, Ribatejo em Festa, o Desfile de Cavaleiros e Amazonas, a Exibição da Escola Portuguesa de Arte Equestre, Escola de Equitação Tradicional Portuguesa, Atrelagens e Dressage e o Troféu Emoções Ibéricas da Equitação de Trabalho, bem como a Classificação de Garanhões da Raça Lusitana.
Já na Praça de Toiros, a animação parece não ter fim. Desde o Treino dos Forcados com vacas bravas e «ferra de mertolengas», ao espectáculo «Doma Vaquera», o Toureio a Pé e o Toureio a Cavalo, desde o emocionante espectáculo de Recortadores de Toiros, a evolução ricamente coreografada dos melhores Campinos Portugueses, o participado Toiro do Forcão, à Equitação de Trabalho trazida pelos Campeões da Modalidade, à mais famosa Coudelaria e verdadeiro emblema do Cavalo Lusitano – Casa Veiga, e ao apaixonate Desfile de «Gerações a Cavalo», demonstrativo da força de tradição do toureio a cavalo em Portugal.
Será ainda aqui homenageado pelos seus cinquenta anos de alternativa, o matador de toiros Francisco Mendes.
Grande curiosidade está a despertar o espectáculo verdadeiro ex-libris da Feira Nacional do Toiro, este ano dedicado aos homens que diariamente lidam com o toiro, e intitulado «MAIORAIS - Sonho de luzes e sombras em campo ganadero». Tal como em 2003, este espectáculo será coreografado pelo consagrado artista andaluz Salvador Távora. A não perder (*ver anexo).
Outras propostas incluem as “Conversas Taurinas”, a decorrer Sexta-feira, 13 e Sábado, 14, no Grande Auditório. Tratam-se de conversas informais que versam temas diversos do mundo tauromáquico, entre corridas à portuguesa, corridas à espanhola, evolução do toiro de lide, ou somente trocar opiniões e narrar estórias, no centro dos quais estão toureiros e ganadeiros. Para participar.
Como apoio a este incremento de eventos, haverá um aumento significativo da área de restauração de modo a poder atender os mais de 50 mil visitantes esperados em Santarém. Também o espaço para os amantes da noite foi alargado possibilitando o prolongamento do ambiente festivo até altas horas da madrugada. À variedade de expositores presentes na feira, associar-se-à uma diversificada e apelativa mostra de Gastronomia e Vinhos, espanhola e portuguesa, em restaurantes e tasquinhas montados no recinto para o efeito, e nas inúmeras casetas distribuídas pela Feira.
O auditório do CNEMA, que tem capacidade para 1000 pessoas, irá estar a transmitir em directo e durante toda a feira, os espectáculos que decorrem na Praça da Feira. A organização assegura ainda um sistema audiovisual que possibilitará a todos os visitantes em qualquer ponto do recinto, a visualização destes mesmos espectáculos.
«Este facto envolve meios e gastos multimédia consideráveis. Trata-se de uma grande produção audiovisual para que todos os visitantes possam assistir aos espectáculos, quando já não houver lotação na praça», assegura a organização.
A Feira Nacional do Toiro cujo preço do bilhete ronda os sete euros, pode ser visitada entre as 12h00 e as 23h00, excepto Sexta-feira, que abre às 14h30 e Domingo, que encerra às 20h00.
*Espectáculo
«Maiorais - Sonho de Luzes e de Sombras em Campo Ganadero»
Reflexão do artista Salvador Távora
Em “Maiorais”, estão depositadas muitas das esperanças. Desta vez tento, juntando as Emoções com a Literatura, alcançar imagens inéditas do toiro no campo e fazer uma homenagem a esses heróis anónimos que fazem, com o seu trabalho quotidiano, a bravura do toiro.
Se o atrevimento cénico e a arte servem para alguma coisa, que seja desta vez para sublinhar - neste sonho de luzes e sombras por campos ganadeiros, os “Maiorais” de todas as ganadarias do Mundo como um reconhecimento da sua dignidade de homens do campo.
Sevilha e Santarém, nas suas feiras dedicadas ao toiro, são as cidades testemunhas neste 2004, da arriscada tentativa de dar mais um passo na procura duma estética que, neste caso, por estar enraizada em duas culturas, esperamos que ganhe em beleza, colorido e sobretudo em abertura.
Feria
Mundial del Toro de Sevilla

Los forcados en Portugal
Toros
en Portugal
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